sexta-feira, 26 de junho de 2009
Vestibular
"Acendo a luz. De repente todos os objetos parece que vêm a tona, é essa a ideia, antes estavam afundados na escuridão, agora vêm a tona, Todos exatamente nos seus lugares, nenhum aproveitou a minha ausência para sumir, virar-se do avesso, se transformar em salamandra ou estátua do de sal. Essa lealdade das coisas sem vida me enternece profundamente, dá quase vontade de chorar. A gente sempre pode confiar num escorredor ou num fogão de quatro bocas ou num pano de prato, eles são absolutamente incapazes de sacanear a gente. É mesmo um negócio comovente. O amor deve ser mais ou menos isso."
[Paulo Henriques Brito - Conto: "Um Criminoso" - Paraísos Artificiais]
(http://phbritto.org/)
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